Hoje o dia foi punk… nunca
pilotei tanto para rodar tão pouco, rodamos aproximadamente 160 Km, e acredite
se quiser… foram mais de 11 horas… seguro que paramos varias vezes para fotos,
água, esticar a pernas, mas nada que contribuísse sobremaneira para este
rendimento sem expressão…
Hoje pela manhã quando partimos
para um roteiro que improvisamos ontem a noite, eu tinha a expectativa de chegar
cedo de volta a Delfinópolis, no fundo não estava satisfeito com os meros 150
Km, pensei comigo vamos fazer muita hora para o tempo passar ou voltaremos
antes do meio dia!!!
Ledo engano, chegamos ao anoitecer e não fizemos corpo
mole… a situação exigiu muito, e quando digo muito, acreditem… foi realmente
uma experiencia cansativa e sobretudo fantástica e gratificante…
Nosso destino era um pequeno restaurante
ainda na parte baixa, conhecido como bar da Wanda, um reduto dos motociclistas
Off Road, não importa de onde você parta nos arredores da Serra da Canastra mas,
certamente você irá fazer uma parada na Wanda… não pela comida ou por qualquer atrativo
local… logisticamente todos os caminhos levam até lá…
Um almoço simples e concorrido, a
conversa não era outro senão motos, trilhas, etc.. o local estava apinhado de
motos off road, mais de 50 certamente e as únicas de uso misto eram as nossas a
minha e do Carlo, gasolina no local sendo vendida em garrafas pet de Coca por R$
4,50 o lt e todos compravam, lembro que motos de trilhas tem um autonomia muito
reduzida e por esse motivo este mercado negro…
Bom, falando um pouco do percurso
e as dificuldades que encontramos… Não houve terreno que não tivemos a chance
de aplicar os recentes conceitos alias faltou conceito e pratica para algumas
situações que passamos, mas nada que nos impediu de continuar, em nenhum
momento olhamos um para o outro e dissemos “ai
eu não entro, vamos voltar”, a
decisão e duvida era mais “quem vai
primeiro eu ou você” e, sempre um lembrando o outro de aplicar algo que vimos no
treinamento… e invariavelmente acertávamos…
Houve situações que não chegamos a um acordo e neste caso era cada um pela sua escolha... liberdade é tudo nessa vida....
Enfrentamos inúmeros obstáculos,
pirambeiras, barrancos, areia, areia molhada, terra, lama, rio, riacho, rípio,
cascalho, pedras soltas, pedras lisas, pedras pequenas, pedras grandes, pisos escorregadios, areia vermelha,
valas, mata burros soltos, grama, estrume de vacas, as vacas…
.
Tudo isso em subida,
descidas, alias não me recordo de subida ou descida com piso bom, uma hora era
lama outra areia e o engraçado que sempre mesclado com outro complicador,
valetas paralelas, verticais… enfim um inferno para qualquer piloto de asfalto,
falando em asfalto,,, acho que o único obstaculo que não vi foi óleo na pista…
hehehe…
Quedas, algumas, todas de moto parada
e no momento de procurar o apoio do pé, uma hora era a roda que estava alta e o
pé não chegava no chão, outra era a areia ou barro que patinava e a moto saia
lentamente de baixo… em uma dessas fiquei em uma valeta paralela ou vala em uma subida que preferi descer e andando com a moto engatada por alguns metros até
sair totalmente… isto eu aprendi no curso, não adianta brigar com a moto… a quantidade de quedas deve ter sido 4 ou 5, sem qualquer dano e sempre com muita risada e suporte do
parceiro…
Fomos jantar e falamos muito dos
eventos do nosso dia, sempre no intuito de aprimorar e reforçar as técnicas,
rever os erros, os acertos e sem duvida alterar o plano de amanha que era rodar
mais que 300 km, praticamente impossível, na mesma media de hoje precisaríamos
de nada menos que 20 horas… então amanhã deve rolar um relax em alguma cachoeira…
o Carlo sugeriu uma que fica aqui na esquina da pousada, eu ainda arrisco uma a
100 km… hehehe….






















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