sábado, 11 de julho de 2015

Batismo Off Road Realizado… agora trilhas…


Como mencionei no post anterior, hoje tiramos o dia para um pequeno relax… para quebrar um pouco a rotina resolvemos descansar e conhecer algumas das centenas de cachoeiras da região…


Como o Carlo queria dar um mergulho, deixei que ele escolhesse e fomos a cachoeira do Ezio, distante aproximadamente 10 km da pousada onde estamos em Delfinópolis e depois foi a minha vez. Escolhi a Nascente das Gerais a 60 km, portanto nosso passeio de hoje por terra foi de 140 km, um pouco menos que ontem em terreno não tão radical…




A primeira que fomos, é considerada a uma de uma série na propriedade do Ezio, uma cachoeira pequena onde ficamos cerca de uma hora e onde tivemos contato com a água gelada e limpída da região.



Depois pegamos a estrada rumo a Sacramento por aproximadamente 60 km até a propriedade do Danilo, e lá conhecemos uma queda de água de mais de 90 mts chamada Nascente das Gerais… demos uns mergulhos ali também e tivemos outro tipo de experiencia em nosso treinamento Off Road…




Como nesta ultima não havia ninguém, o Danilo nos autorizou a chegar até a cachoeira pela trilha que as pessoas seguem com nossas motos e ai posso dizer que fizemos Trilha mesmo… foram menos de 2 km mas em terreno no minimo divertido de pilotar… paramos diversas vezes, uma delas eu passei com minha moto por um espaço justo que certamente o Carlo não passaria com a GS 1200 e la ela ficou até voltarmos, a trilha era tão estreita que tivemos que puxar a moto dele por alguns metros para virar e retornar… em uma outra parada tivemos problemas para cruzar um pequeno canal em função da lama e barranco, as roupas e botas ficaram um lixo… mas com tanta água na região isso não foi problema…



Em ambos os locais que fomos e outros que paramos, ouviamos as pessoas comentarem sobre uma festa que iria acontecer na Gurita, em resumo…. Um grupo de fazendeiros se reunem e fazem um churrascão com 3 ou mais gados, as pessoas que vão não precisam pagar para comer, só pagam pelas bebidas… a brincadeira dura até o domingo na hora do almoço com muita carne, bebida e dança…





Havíamos combinado de que se retornássemos cedo para a cidade iriamos dar uma passada no local, a propriedade do Zé Carlino distante uns 30 km da cidade e no caminho do nosso retorno… Quando estávamos voltando para Delfinópolis conversamos a respeito e decidimos não ir pois já estava escurecendo e queríamos retornar a cidade…

 


Saímos para jantar por volta das 20 hs e notamos que a cidade estava vazia, alias vazia ja é, digo com menos gente na rua que ontem sexta, ou seja imaginando que por ser sábado o pequeno vilarejo deveria estar mais agitado… o estranho é que não haviam pessoas nas ruas e os estabelecimentos que ja são poucos fechados…



Achamos um pequeno restaurante para comer e lá o proprietário confirmou que a cidade estava assim em função da festa… e ai nos arrependemos de não ter ido… pensávamos que seria um festinha qualquer e fomos informados de que o evento reúne mais de 1000 pessoas com clima de muita alegria… quem sabe uma próxima vez… ainda discutimos a possibilidade ir mas como já era tarde e tínhamos que ir com as motos por 30 kms de trilha estreita onde passam somente 4x4 com travessia de riacho decidimos ir dormir… fica para a próxima!!!



Embora não sendo totalmente preparadas para situações que enfrentamos, tecnicamente as motos se comportaram bem no terreno que andamos mas, certamente nosso esforço foi maior.  

Instalei um comunicador no capacete do Carlo e isso ajudou muito nos momentos de decisão e não foram poucos, constantemente discutíamos pontos de atenção, correção e dicas.

A GS 1200 apesar de seu tamanho foi conduzida de forma tranquila pelo Carlo, que com seus 1,84 mts pode maneja-la de com segurança e dominio nas situações que foram necessárias, um pouco de dor nos braços se explica pela força e movimentos constantes em varias situações e peso da moto.


A minha GS 800 enfrentou o desafio com alguns itens que me deram resultado e mais segurança  na pilotagem, o protetor de motor fundamental em todas as pequenas quedas que sofri, os pneus Mitas de uso off road requerem mais atenção no asfalto e me deram mais tranquilidade nas situações que enfrentei e, minha caseira solução de proteção que se mostrou efetiva salvando meus faróis de uma saraivada de pedras em uma patinada do Carlo...



Confesso que eu não teria o mesmo sucesso com a minha GSA pelo menos nesse tipo de terreno, alias nem pensei nela por aqui.. mas todo o tempo em ma CRF… Xi!

Outro ponto positivo é analise das quedas, creio que cai 5 vezes e somente uma por perder o controle na areia e em velocidade reduzida, faltou tração e a roda da frente se perdeu, as demais foram sempre por falta de pé e paradas… em situação urbana já não coloco a palma do pé no chão, no terreno irregular devo ter mais atenção com paradas e manobras.

O vicio de aceleração alternada e uso de embreagem nestes terrenos deve ser monitorado, e foi minha preocupação pessoal nestes dias, resultados muito positivos, é sensível a instabilidade se isso não for eliminado, movimentos de corpo e pendulo assimilados e utilizados todo o tempo, principalmente nas situações de terreno extremamente irregulares onde o equilibrio foi fundamental.

Finalmente, a presença e companhia do Carlo, um amigo que com a metade da minha idade me passou com maturidade o senso de responsabilidade. Grato por estar presente neste meu batismo ou, melhor nosso!!! Valeu Carlo!!! Não esqueça do almoço em Sampa, aquele filé….e, boa sorte e sucesso em seu intercambio..




Obrigado a turma que nos acompanhou, e aos colegas da OFF ROAD SCHOOL… Jean, Abu e Rogério…

E para  minha esposa que me permite realizar meus sonhos... esta flor...bjs


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Enfim, batizado… e com chave de ouro….


Hoje o dia foi punk… nunca pilotei tanto para rodar tão pouco, rodamos aproximadamente 160 Km, e acredite se quiser… foram mais de 11 horas… seguro que paramos varias vezes para fotos, água, esticar a pernas, mas nada que contribuísse sobremaneira para este rendimento sem expressão…





Antes de iniciar o blog de hoje, que acredito tenha sido o ápice deste passeio, gostaria de ressaltar a importância do treinamento Off Road que fizemos há duas semanas… sem os conceitos e pequenas praticas que tivemos, fazer oque fizemos hoje seria impossível e tampouco faria parte de qualquer aventura que eu eventualmente viesse a planejar em meu juízo perfeito...




Hoje pela manhã quando partimos para um roteiro que improvisamos ontem a noite, eu tinha a expectativa de chegar cedo de volta a Delfinópolis, no fundo não estava satisfeito com os meros 150 Km, pensei comigo vamos fazer muita hora para o tempo passar ou voltaremos antes do meio dia!!! 
Ledo engano, chegamos ao anoitecer e não fizemos corpo mole… a situação exigiu muito, e quando digo muito, acreditem… foi realmente uma experiencia cansativa e sobretudo fantástica e gratificante…



Nosso destino era um pequeno restaurante ainda na parte baixa, conhecido como bar da Wanda, um reduto dos motociclistas Off Road, não importa de onde você parta nos arredores da Serra da Canastra mas, certamente você irá fazer uma parada na Wanda… não pela comida ou por qualquer atrativo local… logisticamente todos os caminhos levam até lá…



Um almoço simples e concorrido, a conversa não era outro senão motos, trilhas, etc.. o local estava apinhado de motos off road, mais de 50 certamente e as únicas de uso misto eram as nossas a minha e do Carlo, gasolina no local sendo vendida em garrafas pet de Coca por R$ 4,50 o lt e todos compravam, lembro que motos de trilhas tem um autonomia muito reduzida e por esse motivo este mercado negro…

Bom, falando um pouco do percurso e as dificuldades que encontramos… Não houve terreno que não tivemos a chance de aplicar os recentes conceitos alias faltou conceito e pratica para algumas situações que passamos, mas nada que nos impediu de continuar, em nenhum momento olhamos um para o outro e dissemos “ai eu não entro, vamos  voltar”, a decisão e duvida era mais “quem vai primeiro eu ou você” e, sempre um lembrando o outro de aplicar algo que vimos no treinamento… e invariavelmente acertávamos…


Houve situações que não chegamos a um acordo e neste caso era cada um pela sua escolha... liberdade é tudo nessa vida....




Enfrentamos inúmeros obstáculos, pirambeiras, barrancos, areia, areia molhada, terra, lama, rio, riacho, rípio, cascalho, pedras soltas, pedras lisas, pedras pequenas, pedras grandes, pisos escorregadios, areia vermelha, valas, mata burros soltos, grama, estrume de vacas, as vacas…
. 




Tudo isso em subida, descidas, alias não me recordo de subida ou descida com piso bom, uma hora era lama outra areia e o engraçado que sempre mesclado com outro complicador, valetas paralelas, verticais… enfim um inferno para qualquer piloto de asfalto, falando em asfalto,,, acho que o único obstaculo que não vi foi óleo na pista… hehehe…



Quedas, algumas, todas de moto parada e no momento de procurar o apoio do pé, uma hora era a roda que estava alta e o pé não chegava no chão, outra era a areia ou barro que patinava e a moto saia lentamente de baixo… em uma dessas fiquei em uma valeta paralela ou vala em uma subida que preferi descer e andando com a moto engatada por alguns metros até sair totalmente… isto eu aprendi no curso, não adianta brigar com a moto… a quantidade de quedas deve ter sido 4 ou 5, sem qualquer dano e sempre com muita risada e suporte do parceiro…  



Fomos jantar e falamos muito dos eventos do nosso dia, sempre no intuito de aprimorar e reforçar as técnicas, rever os erros, os acertos e sem duvida alterar o plano de amanha que era rodar mais que 300 km, praticamente impossível, na mesma media de hoje precisaríamos de nada menos que 20 horas… então amanhã deve rolar um relax em alguma cachoeira… o Carlo sugeriu uma que fica aqui na esquina da pousada, eu ainda arrisco uma a 100 km… hehehe…. 








quinta-feira, 9 de julho de 2015

Já na Serra da Canastra...


Hoje me arrependi de não ter saído mais cedo de São Paulo, simplesmente pelo motivo de que teríamos mais tempo por aqui… o pouco que vi... o lugar merece outras visitas...



Encontrei o Carlo em um posto próximo ao trevo de Mogi Mirim, até então eu já tinha rodados 150 Km e ele vindo de Limeira rodou algo em torno de 60 km e assim seguimos para nosso destino Delfinópolis onde chegamos depois de algumas paradas em torno de 15 hs…


Paramos em 2 pequenas cidades do caminho para abastecimento e procurar um banco para sacar dinheiro, ele conseguiu uma agencia do BB eu não tive sorte procurando um quiosque do 24 Horas, e pelo que vi será muito difícil conseguir por estas bandas.

O interessante é que em ambas cidades que passamos os quioques do banco 24 horas foram retirados por questões de arrombamento e explosão, ontem a noite na primeira cidade que paramos o quiosque do Banco do Brasil também tinha sido estourado… ta complicado até neste fim de mundo…

Aproveitei para analisar a situação da minha rede de hotéis, este é um dos que estava me dando prejuízo, tudo resolvido... vamos ao próximo... hehehe 


Chegamos na balsa de Delfinópolis e não conseguimos embarcar as duas motos, além da enorme fila que moto não pega, haviam 3 pequenas balsas circulando, atravessei primeiro pois não couberam as 2 motos em uma balsa e logo em seguida ele passou com outra…





Assim que cheguei na margem de Delfinópolis, deparei com um daqueles bares de beira de rio e logo no balcão uns torresmos de dar água na boca, não pensei duas vezes enquanto esperava a balsa dele… matei logo um torresmão… e olha que na foto eu já tinha comido metade... Bar do Cidão, é mole…



Como o torresmo estava bom, perguntei se havia uma porção de peixe (isca) porque já estávamos com fome e eram 14 horas, para nossa surpresa o Cidão trouxe uma porção de dar inveja aquelas que já comi... além de bem servida, muito boa, um verdadeiro almoço para 2, acompanhada de salada etc, etc…  e  ainda levamos peixe que comemos mais tarde...


Chegamos na Pousada Jardim da Serra em Delfinópolis e pegamos um quarto bom e espaçoso, tiramos as coisas da mala e fomos para nosso primeiro passeio, não sabíamos onde iriamos, mas ambos saímos procurando estrada de terra, a primeira que encontramos rodamos entre ida e volta mais de 80 km….





Parecíamos íntimos desse tipo de terreno, o curso realmente nos deu condição psicológica para encarar os desafios e depois de alguns minutos já estávamos pilotando com muita habilidade porém atenção, interessante fazermos certos movimentos que aprendemos e ter a percepção de que realmente funcionam e nos dão maior segurança, controle e confiabilidade.




Nestes últimos dias choveu um pouco por aqui, segundo o Verri, proprietário da pousada que também tem moto e gosta, isso ajudou a diminuir a poeira que é insuportável nas estradas de terrai, e de fato, passamos por alguns carros em trechos secos e a poeira é uma nuvem quer chega a agredir os olhos, e ainda temos o movimento da moto e o vento…



Estamos na região mais baixa da Serra da Canastra e amanhã vamos nos aventurar por estas bandas, no sábado vamos fazer a travessia de ponta a ponta, serão mais de 350 Km ida e volta…